atletismo ibsa

Atletismo IBSA

O Atletismo é hoje o esporte mais praticado nos mais de 70 países filiados à Federação Internacional de Desportos para Cegos – IBSA. Além dos Jogos Paraolímpicos, fazem parte de seu calendário, maratonas, Jogos Mundiais e Campeonatos Mundiais para Jovens. O que contribui para a difusão da modalidade é o fácil acesso e a naturalidade dos movimentos, já que correr, saltar, lançar e arremessar são ações que proporcionam a sobrevivência do Homem.

Como é competido

O Atletismo para Deficientes Visuais é constituído basicamente por todas as provas que compõem as regras oficiais da Federação Internacional de Atletismo – I.A.A.F., com exceção das provas de salto com vara, lançamento do martelo, corridas com barreira e obstáculos.

As provas são divididas por grau de deficiência visual (B1, B2 e B3) e as regras são adaptadas para os atletas B1 e B2. Para esses, é permitido o uso de sinais sonoros e de um guia, que corre junto com o competidor para orientá-lo. Eles são unidos por uma corda presa às mãos e o atleta deve estar sempre à frente. As modalidades para os competidores B3 seguem as mesmas regras do atletismo regular.

No Brasil

A ABDC realiza competições nacionais de atletismo desde a sua institucionalização, em 1984, e concentra um grande número de atletas praticantes no país.

Hoje a modalidade é destaque tanto nacional, quanto internacional. Os excelentes resultados em eventos realizados fora do país e em competições nacionais credenciam o atletismo como o esporte de maior ascensão no cenário paraolímpico brasileiro. Nos Jogos de Atenas, por exemplo, os atletas deficientes visuais conquistaram 12 das 16 medalhas da modalidade. Foram 2 de ouro, 6 de prata e 4 de bronze.

A velocista brasileira Anelise Hermany – B2, foi a primeira medalhista Paraolímpica entre os deficientes visuais.

Ádria Santos é a maior medalhista cega da história paraolímpica brasileira com 12 medalhas.

futsal b1

Futsal B1

Futsal B1

O Brasil é uma superpotência no Futebol de 5, como é conhecido o futebol para cegos. O esporte entrou para os Jogos Paraolímpicos só na última edição, em Atenas – 2004, mas já era muito conhecido desde os tempos de colégio dos atletas. No passado a criançada já fazia mudanças na bola para que esta fizesse algum som e assim poderem localizá-la. O mais comum era amarrar um saco plástico nela. Hoje em dia a bola é oficial, como a de futsal, mas com guizos dentro. As que são usadas em jogos internacionais da IBSA são de fabricação brasileira, confeccionadas por presidiários no programa “Pintando a Liberdade” feito pelo Ministério do Esporte. Essas bolas são distribuídas gratuitamente pelo mundo todo.


Como é jogado

Várias adaptações foram feitas, mas a emoção do jogo foi mantida.
O goleiro é o único jogador que enxerga, mas tem sua área limitada em um espaço de 5 x 2 metros. Se ele sair desta marcação, é pênalti.
O jogo tem dois tempos de 25 minutos e um intervalo de 10 minutos.
Em cada tempo são permitidas três faltas coletivas. A partir da quarta, todas são cobradas na forma de tiro direto.
Cada time tem um “chamador”, pessoa que fica atrás do gol adversário orientando o ataque. O goleiro também tem o papel de orientar a defesa.
A cobrança de pênalti e tiro direto tem um ritual específico: o “chamador” bate uma pequena barra de ferro nas duas traves para dar ao atleta a dimensão do gol.
As laterais da quadra são cercadas de bandas, proteções que impedem que a bola saia. Isso tornou as partidas mais dinâmicas. Só há cobrança do lateral, com os pés, se a bola ultrapassar essas bandas. Caso contrário, o jogo segue normalmente.
Os quatro jogadores de linha devem usar vendas nos olhos. Alguns jogadores B1 (cegos) têm uma leve percepção da luz e isso seria uma vantagem.
As medidas da quadra são as mesmas do futsal, de 38x18m até 42x22m.
As regras são as mesmas da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) com adaptações da IBSA.

No Brasil

A modalidade começou a se desenvolver no país nos anos 60, em escolas e institutos de cegos, nos intervalos das aulas e não parou mais de crescer.
A ABDC promove campeonatos de futebol de 5 desde sua fundação, em 1984. Hoje somos o país com mais equipes no mundo, com 40 times distribuídos por 21 estados. Por isso é também a nação que mais realiza competições.
O país tem uma coleção de títulos:
Tri-campeões da Copa América (em 1997, 2001 e 2003).
Bi-campeões mundiais (em 98 e 2000).
Conquistamos a medalha de ouro na primeira disputa em Jogos Paraolímpicos, em Atenas-2004.
Já tivemos dois jogadores eleitos melhores do mundo: Mizael Conrado (em 1998 e 2000) e João Batista da Silva (em 2004). Eles são os únicos atletas que participaram de todos os títulos internacionais da seleção.

equipes

ACERGS é a grande campeã da Copa Brasil 2005 de Futebol B1

ACERGS é a grande campeã da Copa Brasil 
2005 de Futebol B1

A equipe gaúcha que corria por fora desbanca favoritos e acaba como melhor do ano

Mais um domingo (11 de dezembro) quente em Cuiabá, onde foi disputada a Copa Brasil de Futebol B1. Ajudaram aumentar a temperatura no Ginásio do CEFET os jogos de vida ou morte da repescagem, grupo de quatro times que disputavam duas vagas na Série A, e a final entre ACERGS e APACE da Paraíba.

As duas equipes tiveram campanhas semelhantes na primeira fase. A APACE acabou na liderança de seu grupo com sete pontos, já a ACERGS terminou a fase classificatória em segundo lugar, mas com seis pontos, apenas um a menos que a rival. Para chegar na disputa do título a equipe gaúcha enfrentou nas quartas de finais os mineiros da ADEVIBEL em um jogo conturbado e com muitos gols, que no fim a ACERGS venceu por 4 a 3. Na semi-final os gaúchos tiveram oportunidade de descontar a derrota de 2 a 0 para a AMC, do Mato Grosso, na primeira fase. Desta vez sobrou até troco, ACERGS 4 a 1.

Na final enfrentaram o time que é a base da Seleção Brasileira, a APACE, com estrelas como o goleiro Andreoni, Farias e Severino da Silva, mas equipe gaúcha contou com a genialidade do atacante Ricardo Alves, também da Seleção, que desequilibrou e garantiu a vitória e o título para o time do Rio Grande do Sul.

A equipe da AMC, que foi a melhor na primeira fase, ficou com o terceiro lugar ao derrotar o CESEC por 4 a 2. O artilheiro do campeonato foi João Batista da ADEVIBEL com 14 gols, seguido de pelo campeão Ricardo Alves que marcou 12 vezes. Caíram para a Série B as equipes da ADVIMS do Mato Grosso do Sul e LDVAC do Acre. 

Classificação final da Copa Brasil Série A

A Copa Brasil 2005 de Futebol B1 séries A e B é uma realização da ABDC em parceria com a AMC com apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro e Ministério do Esporte. 

Classificação Final – série A


1º lugar

ACERGS
2º lugarAPACE
3º lugarAMC
4º lugarCESEC
5º lugarADEVIBEL
6º lugarCEIBC
7º lugarUNICEP
8º lugarADEVIPAR
9º lugarCAP-BA
10º lugarAPADEVI
11º lugarADVIMS
12º lugarLDVAC

12/12/2005
ADVEG conquista título da Copa Brasil 2005
de Futebol Série B
Em uma disputa por pontos corridos com mais outras quatro equipes, o time goiano garantiu o primeiro lugar em uma campanha impecável ao vencer três jogos e empatar somente um. O time carioca da ADVC ficou na segunda colocação, com duas vitórias, um empate e uma derrota, e de quebra ainda levou o artilheiro do campeonato, Aerton Pessanha com 5 gols. Ambas equipes disputarão em 2006 a série A da Copa Brasil de Futebol.

Classificação final da Copa Brasil Série B 

1º lugarADVEG
2º lugarADVC
3º lugarASCEPA
4º lugarADVAM
5º lugarCCLBC
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CESEC feminino e APACE masculino ganham Copa Brasil de Goalball Série A

Pela série B ficaram com os títulos as equipes feminina da APACE e masculina do CETEFE

Foram mais de 80 jogos das séries A e B feminino e masculino em apenas três dias (16, 17 e 18 de Dezembro). O maior torneio de goalball do Brasil e um dos maiores do mundo, reuniu em Campinas, interior de São Paulo, 39 equipes de todas as regiões do país.

Série A
As finais foram disputadas no domingo (dia 18) e começou com o confronto entre as equipes femininas do CESEC de São Paulo e as cariocas do IBC. O time paulista não teve dificuldades para construir um elástico placar, principalmente pelo excesso de penalidades cometidas pelo time do Rio de Janeiro. No final as meninas do CESEC ganharam por 7 a 2 e garantiram o bi-campeonato. Na terceira colocação ficou a equipe do ICBC de Minas Gerais. A artilheira foi a mato grossense Márcia Vieira da AMC com 31 gols.

Na final masculina sobraram gols e emoção. Na disputa do título, se enfrentaram as equipes da APACE da Paraíba e a LMC de São Paulo. A equipe do litoral paulista saiu na frente e manteve durante boa parte do jogo a vantagem no placar, mas a persistência do time paraibano lhe garantiu uma heróica vitória de virada por 8 a 7, e conseqüentemente o título. O time paranaense da ASASEC ficou com o terceiro lugar da competição. Rômulo Dantas comemorou, além de comemorar o campeonato, também festejou a artilharia com 31 gols.

Série B
A disputa do título na categoria feminina foi através de pontos corridos. As meninas da APACE se deram bem e conquistaram tranqüilamente o acesso a série A em 2006. Em segundo lugar ficou o time B do Instituto Benjamin Constant. Na terceira colocação ficou o time do Mato Grosso do Sul, ADVIMS. Luzia da Silva além de ser a campeã também foi artilheira com 20 gols.

A final masculina da série B também foi cercada de muitos gols e emoção. A equipe do CETEFE de Brasília sofreu para vencer a equipe cearense da APEC, que saiu na frente, mas no final não conseguiu segurar o time do planalto central, final CETFE 13, APEC 10. O União Jundiaí PEAMA ficou com o terceiro lugar. A artilharia ficou com o cearense José Oliveira que marcou 34 gols.